Ano Novo. Mais um.

E um Feliz Ano Novo.

Tem aquela coisa esperada: muita saúde, muita paz, muitas alegrias. Muita, um monte. E de bouas, isso enche o saco. Coisas que saturam, soam falso demais.

Saúde é questão de cuidado pessoal. Ficar uma vida enchendo o latão, certeza que num momento os problemas surgem. Paz, também, é relativo… num mundo de discórdias, paz termina sendo um luxo que não tem como conquistar apenas virando um ano. Tudo isso é um saco.

Eu fiquei felizão mesmo na virada por detalhe simples e único: vizinhança viajou e não ficou tocando som alto, último volume (em equipamento podreira, rachando nos falantes e tuíteres) = e justamente a minha vizinhança tem preferências musicais do nível “filhos da puta”.

Parte ruim foi, mais uma vez, a distância das filhas e neto. Isso sim importa prá mim. O restante, são detalhes.

Parte da minha alegria foi que, pela primeira vez, não fiquei ligado em criar mensagens prá todo mundo. Preferi interagir com pessoas que fizeram o mesmo comigo. Os demais, todos, ah, pouco me lixei com vcs.

Em frente.

“… foi tanta força que eu fiz por nada…”

Eu lembro que quando ouvi, chapei.

Motivos eu tinha. Foram anos fazendo força, traçando um rumo (em parceria). E… NADA.

Pouco me importam os motivos do Leoni ao compôr. Os motivos, afinal, eram os dele mesmo. Eu tinha os meus. Eu fico no meu canto, quieto. E apenas admirando a perfeição expressada nessa letra. Ele no momento dele enquanto compunha e escrevia essa música & letra. E eu, no meu momento de então… apenas ouvindo e admirando nele o que, em mim, não existia: talento.

Foi tanta força prá transmitir “algo”. Muita força. Ao final, o resultado: porra nenhuma.

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Os “Especialistas”. Não, não é filme do Stallone.

Por motivos vários, que não comento aqui, andei afastado de redes sociais. Vale um pequeno detalhe: essa coisa de “social”, “socializar”, “sociedade” (e todas as variantes atreladas) me enojam. Sou um enojado do social. Simples.

Essa coisa (sociedade, social, etc) provocam arrepios. Fica fácil observar isso nas “redes sociais”. Brasileiros, ao que vamos percebendo, são os maiores especialistas contemporâneos. Seja qual for o tema envolvido nas redes sociais, podemos notar um bando de palermas SEMPRE dando opiniões (quase sempre escrôtas) e invocando prá si mesmos uma justificativa (abstrata e onírica) para enfatizar alguma especialização.

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Existem bandidos. E existem BANDIDOS.

Lembro de um dia distante, meados de 1979. Uma tarde como outra qualquer.

Eu no meu trabalho… auxiliar adminstrativo em um pequeno atacadista de laticínios, em São Paulo. Zona Leste, Tatuapé.

Meu local de trabalho era em um mezanino, desprovido de qualquer facilidade ou luxo: uma mesa já antiga com uma máquina de escrever. E eu já no meio de encerrar meu trabalho diário. Estava preocupado apenas com algo no bolso da minha jaqueta de couro: uma quantia razoável, naqueles tempos… destinada a quitar a mensalidade da minha faculdade. Um curso de engenharia química em uma Universidade fora da capital paulista. O valor, lembro bem, face a grande inflação daqueles tempos, era consideravelmente volumosa. Um enorme pacote. Continue lendo »

Manutenção do meu sistema operacional

Recebi um email onde foi feito um comentário que considerei muito bonito. Lance simples, mas bonitinho.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui sem nem ao menos pedir permissão. Sei lá, capaz do autor do comentário proibir. Melhor já ir comentando.

“… 12 meses é um tempo extraordinário. É uma quantidade de tempo que permite a perda dos sonhos, dos projetos das conquistas, mas do outro lado permite que ao findar este período a esperança possa ser renovada.”

Li detidamente essas linhas. E fiquei meio pasmado por perceber o quanto isso me envolve. Principalmente quando faço aquele backup esporádico buscando preservar as informações que valem a pena. Continue lendo »

Maio, 10, 2014

Maio eu comemoro sempre, desde 2014, o manto da invisibilidade.

Já são três anos onde experimentei o manto da invisibilidade. E sempre será inesquecível relembrar da sensação obtida com o uso dele. Impressionante.

Folclórico, eu considero, foi ter estreado o meu manto mágico num show musical… Zé Ramalho. Muito além daquele frenesi musical, houve outro fato que não será esquecido tão breve.

Três anos vão servindo como tempo de meditação. No prazo do primeiro ano, certamente, fiquei retido num misto de raiva, ira, ódio. Pouca importância eu acabava dando para algo que se afastasse disso. Sempre raiva, sempre ira, sempre ódio. Continue lendo »