Loading

Especialistas, ispecialistas, acadêmicos, diplomas, dipromas.

Neste texto eu fiz algo diferente. Joguei um glossário no final pra ajudar em caso de dúvidas. Inseri também uma breve cronologia da internet no Brasil e algumas observações válidas e que considero coerentes ao tema que postei. O texto é longo, pode ser considerado um textão. Mas, ao contrário do Facebook, que é um espaço cedido, este é um espaço pago e bancado por mim. Meu território. Aqui não é democracia, é ditadura. Não quer ler textão, vaze.

Duas fascinações em minha vida profissional: mecânica e informática. Mecânica, desde a pré-adolescência. Informática, já na fase adulta. Aliás, nem existia a palavra “informática”. Os computadores ou micro computadores, como eram tratados, eram vistos como uma distração para riquinhos. O famoso vídeo game de playboy. Mecânica eu simplesmente, ainda criança, ficava fascinado quando o motorista que trabalhava para minha família, abria o capô da nossa Rural Willys (nada a ver com o deputado fujão) e eu via peças girando, ouvia o barulho que aquela engenhoca produzia. Cheiro de óleo, fumaça. Aquilo tudo, pra mim, era um lance fantástico. E, claro, o fascínio por um veículo muito curioso. E barulhento, também. Eram as motocicletas.

Ao contrário do que vamos assistindo atualmente, naqueles tempos as crianças não eram tão inteligentes e precoces como atualmente. Ano passado, 2018, pela primeira vez eu assisti a programa na TV (The Voice, eu acho), com uma galera imbecil cantando e um grupo de quatro imbecis avaliando a galera. Antes de cada apresentação individual, os candidatos davam um resumo de suas vidas. Uma resenha da própria vida (resenha é TOP né?). Nossa, foi um dos momentos onde eu, pasmado, assumi pessoalmente a minha insignificância. Aquela galera, quase a totalidade, já cantava desde os quatro anos, em média. Dois deles, eu lembro bem, já iniciavam a vida artística ANTES. Aos três anos. Naquele momento, meu mundo (ou o que ainda restava dele), desabou. Desde então, eu me aproximei da televisão. E constatei que a galera está bem precoce. Pude ver e ouvir resumos de uma pessoa que já demonstrou as habilidades teatrais mais cedo que os cantores que comentei. Tipo assim: aos dois anos já tentava encenar peças teatrais. Nossa, senti orgulho do meu país. Afinal, só por aqui mesmo.

Fiquei pensando comigo mesmo (sim, eu faço isso o tempo todo): que merda, eu com quatro anos, até onde eu consigo lembrar, sentia uma frustração enorme por não conseguir andar numa bicicleta tosca (tudo era tosco em 1963). E diante desse choque: crianças com 3 ou 4 anos já cantavam, encenavam. Bom, isso justifica e explica meu fracasso como ser humano durante tantas décadas. Que merda. Que vergonha pessoal. O lado bom é que, talvez, isso justifique minha depressão. Eu mereço mesmo. É meu castigo por ser imprestável já aos quatro anos de idade.

Hoje vou entendendo tudo isso com mais cuidado. Eu, naquela idade, não me encaixava nas questões de especialização. Nasci sem isso. Ao contrário dessa geração que já cantava e dançava aos quatro anos e que hoje, pertencem ao mundo adulto. Aliás, cabe comentar que nem ao menos posso provar que eu tive uma bicicleta. Não tenho fotos ou selfies que mostrem eu tentando andar naquela merda. O mesmo vale para a Rural Willys. Aliás, tínhamos duas na família: uma 1956 da minha mãe e uma 1958 do meu pai. Mas não tenho como provar pois faltam fotos. Pois é, atualmente tudo depende de comprovação por fotos de celular. Ou vídeos. Se não tem como provar, é porque não existe ou existiu. Esse ponto de vista é o atual, criado por uma variação dentro da raça humana: os ESPECIALISTAS. E uma variante dela: os ISPECIALISTAS.

O especialista eu vejo como um alguém que possui habilidades e/ou conhecimentos especiais em profissões e ocupações. Já o ispecialista (com i) eu criei por conta própria mesmo – i de imbecil. Um pseudo especialista.

Senhoras e senhores, eis aqui o tema do texto. Especialização que, ao contrário de nos alavancar na direção do conhecimento, vai nos empurrando na direção da ignorância e da imbecilidade. Os dias vão mostrando que a tendência de irmos na direção da imbecilidade é um fato.

Não tenho fotos prá mostrar a bicicleta, não tenho fotos das duas Rural Willys e, pior, não tenho fotos minhas daqueles tempos. Segundo ISPECIALISTAS, portanto, nada disso existiu. Talvez eu mesmo não exista. Pela lógica ispecializada, eu já nasci adulto, ao mesmo tempo que inventaram os smartphones. Meus registros fotográficos são a partir dos smartphones. Pela lógica ispecializada, devo estar com 14 anos. Juro que tenho 60, mas não ter fotos me impede de provar aqui.

Fato: a ispecialização é um grande complicador. Na minha juventude, quando alguém comentava ou indicava ou, ainda, apontava para alguém e dizia “aquela pessoa é especialista em arte”, por exemplo, nossa capacidade individual de raciocínio ia, automaticamente, retornar uma imagem interna de uma pessoa que obteve conhecimento aprofundado em pinturas, esculturas, literatura, teatro e demais expressões de arte. Raramente, vale dizer, tais pessoas invocavam prá si mesmas a titulação de especialistas. Dentre todos os tipos de especialistas, o único que eu nunca dei atenção foi o especialista em críticas. Em qualquer área. Esporte, teatro, cinema, literatura, poesia. O crítico sempre me pareceu um frustrado chato, inconformado por não conseguir fazer coisas que outros conseguiam. O cara não tinha voz e saía arrumando defeito na voz de quem cantava. Bem isso. Um ispecialista.

Nos últimos anos, 22 anos eu venho assistindo o crescimento da ispecialização em detrimento da especialização. E notei isso com experiências pessoais. Cagar em público pode ser expressão de arte. Sem problemas, claro. Eu só espero que não caguem no meu pé, mas tudo bem, é arte sim. Na voz de ispecialistas é arte e tem explicações fantásticas que provam que sim. Eu olho mas só vejo merda. Mas é arte e não discuto por não possuir credenciais especializadas. Pabllo Vittar tem uma voz maravilhosa. Ok, tá certo, tem sim. Eu já vou concordando pois me faltam credenciais para me opôr quanto a isso.

Na área de medicina, por exemplo, vamos vendo ispecializações interessantes. Eu, justamente naqueles tempos que não posso nem comprovar minha existência humana (pois não tenho fotos), quando adoecia era levado ao médico da família (Dr. Romeu, não tenho fotos) por minha mãe (ela existiu, tenho fotos). O cara examinava, prescrevia medicação e tratamento e em poucos dias, eu estava zerado de uma gripe. Ou de uma hepatite. Ou de uma clavícula fraturada. Ou de uma infecção qualquer. Não existiam viroses naqueles tempos. Virose, até onde eu consegui entender, é algo que surgiu em paralelo com a banda larga, o ADSL. Deve haver alguma conexão, pois é muito coincidente o troço todo.

O conhecimento humano evoluiu muito, claro. Junto, veio a especialização conjunta com a ispecialização. Dois anos atrás, fui até uma unidade de pronto atendimento, forte dor no braço e ombro esquerdos. Uma médica, do tipo ispecialista, prescreveu o tratamento: Dorflex a cada 6 horas. Eu, na minha vaidade esperava mais. Sei lá, eu esperava mais. Eu queria uma radiografia. Ou até uma ultrassonografia (acho chique sair dizendo que fiz uma). Um comentário válido aqui: a ispecialista orgulhosamente se apresentou como cubana. Eu confesso que sempre apoiei o programa do (des)governo federal que trouxe os médicos cubanos. Meses depois, as dores piorando muito, fui tentar uma radiografia ou ultrassonografia direto num laboratório particular. Não consegui pois havia a necessidade de um pedido médico. O que é um absurdo. Seria necessário um pedido por escrito por parte de um especialista (ou seria ispecialista??) Imaginem eu retornando na médica e pedindo isso. Imaginem: se a médica receitou Dorflex na primeira consulta e negou solicitar exames, no retorno eu correria o risco de tomar Maracugina e fazer massagem com Gelol. Sem opção, fui procurar tratamento alternativo: acupuntura e quiropraxia. Nessas modalidades, encontrei especialistas, pois fui curado de uma lesão no tendão. O especialista, por incrível que pareça, não era médico e nem ispecialista. Mas curou e resolveu meu problema.

Não foi a única experiência pela qual passei. O mesmo aconteceu comigo até mesmo na Santa Casa aqui em São Paulo. Lesão na lombar, atendimento pela ortopedia (recheada de especialistas e ispecialistas). Indicação para cirurgia. Intervenção da neurocirurgia, que me sequestrou do ambulatório de ortopedia e me alojou no departamento de neurologia. Resultado: meu problema resolvido sem cirurgia alguma. Na ortopedia, um séquito de ispecialistas. Na neurologia, obstinados especialistas. Eu ia passando por situações que indicavam que o lance de ISPECIALISTAS E ISPECIALIZAÇÕES iria se tornar um pesadelo.

Bom, isso tá ficando um texto enorme e chato. Mas vamos agora tratar da atualidade. O foco aqui, não são meus problemas pessoais e particulares. Não mesmo.

O mundo está uma coisa chata. Chata prá caralho. Eu, ainda mais atuando na área de informática, posso afirmar que fui um dos pioneiros em usar redes sociais. Orkut, Facebook. E praticamente todos os softwares de comunicação, desde o surgimento das BBS (Mandic, por exemplo). Ao contrário dos tempos pioneiros, acompanhei a infância de alguns ispecialistas. Hoje, esses ispecialistas já são adultos – mas são ispecialistas profissionais. Dominam várias áreas de conhecimento. Na verdade, eu diria, dominam TODAS AS ÁREAS DE CONHECIMENTO.

História Universal, do Brasil, História de TODOS os países europeus, orientais. Dominam toda a Sociologia. Filosofia. Física. Química. Climatologia. Astronomia. Geofísica. Isso me deixa envaidecido demais, pois vamos concordar… não é qualquer pessoa que tem a mesma sorte que eu: rodeado por gênios da humanidade. Fico, em alguns momentos, dando risada sozinho. Einstein, que eu considero um gênio de primeira grandeza, não teve a mesma sorte que eu. Ele esteve rodeado por especialistas bem medíocres. Já eu, um medíocre, vivo rodeado por grandes ispecialistas – pensadores e gênios. Só ispecialistas. Valeu, obrigado aos deuses, foi uma benção!!!

Essa ispecialização, na verdade, vem gerando um estreitamento absurdo na capacidade de pensar, no intelecto individual da humanidade. Estreitamento que eu, na minha ignorância e imbecilidade assumidos, atribuo á incapacidade de buscar conhecimento. Em 22 anos fui notando que ler uma resenha qualquer, vale mais do que ler meia dúzia de livros de um autor de qualquer área de conhecimento, para POSTERIORMENTE emitir opinião válida. Atualmente, qualquer imbecil medíocre emite juízo de valor ao pesquisar uma dúzia de frases perdidas de Kant, por exemplo, no Pensador. E surge a ispecialização… o imbecil já se tornou um ispecialista em Kant. Mais um perdido num exército de ispecialistas.

O momento político do nosso país tem tornado isso bem visível. Eu invoco prá mim mesmo a isenção em comentar por um detalhe bem engraçado: não sou republicano, sou monarquista. Faço parte daqueles 13,4% que votaram, em consulta pública, pela volta da monarquia. Então, claramente, me vejo em condição de comentar sobre o momento político que vivemos.

Estamos vivendo uma batalha de ispecialistas. Alguns tomam o rumo de defender a atual conjuntura. Outros atacam a atual situação. Considero correto, claro, afinal, todos tem o direito a isso. DESDE QUE sejam utilizados argumentos minimamente válidos. Mas tem sido patético ler comentários que cobram um presidente com cinco meses de mandato. E ignoram que, ANTES DELE, houve outros que não fizeram NADA. E estiveram no controle da nação por muito mais tempo. Na realidade, todos os anteriores já estiveram por mais de cinco meses no cargo. E NÃO FIZERAM PORRA NENHUMA. Corrigindo, fizeram sim. Mas não em cinco meses.

Patético assistir deputados que combatem reformas e não mostram argumentos válidos para justificar seus motivos. Usam apenas a prerrogativa de serem de partido de oposição. Coisa do tipo “voto contra porque sou oposição”. Fica algo do tipo… voto contra porque minha mãe mandou. O interesse de um país fica em outro plano. Quando o minimamente esperado seria algo do tipo “voto contra pois tenho em mãos um estudo profundo sobre o tema onde resta provado que isso não funciona… e em anexo tenho um estudo assinado por vários técnicos que atestam e endossam o meu voto contrário”. Só que não. “Voto contra pois minha mãe e meu pai vão brigar comigo”. “Voto contra pois o sapato do presidente é feio”. E dizem que fazem EM NOME DO POVO. Eu sou do povo e não dei procuração prá nenhum deles falar em meu nome. Mas, nesse campo da ispecialização, temos analfabetos funcionais manipulando temas os quais não conhecem. E quando lançam argumentos, falam bobagem. Isso vem acontecendo de ambos os lados. Aliás, não é correto o que eu disse… ambos. Pois existe a multiplicidade de partidos, então é bem pior. TODOS eles falam merda. A imbecilidade é generalizada e tem pluralidade partidária.

Falam merda, fazem merda e justificam com argumentos merda. Fazem conluio entre si e oficializam as merdas. Trazem prá debate (e isso eu achei engraçado) um economista para debater e sabatinar. A parte engraçada é esta: quem pergunta não é economista… então, o que adianta um especialista responder ao um ispecialista? Seria o mesmo que um veterinário discutir com um sociólogo sobre forças gravitacionais da Lua em relação ao planeta Urano. Não existe fundamentação ou argumentação que sejam possíveis de validação. Eu assisti esse encontro do ministro com os ispecialistas políticos. Foi hilário. Do tipo um borracheiro de estrada lá de Uganda discutindo fabricação de iglú com um aborígene australiano. Hilário demais. E na falta de argumentos, o “representante do povo” solta a pérola do tchutchuca. Vamos concordar que isso prova que merecemos mesmo pertencer ao primeiro mundo. Acredito que, diante desses fatos, estamos bem ao nível da Dinamarca. Ou da Suécia.

Repito: isso acontece em todos os lados, todos os partidos. As merdas são iguais, mudam as moscas.

A questão primordial é esta: quem colocou poder nas mãos dessa galera toda? Resposta fácil essa, né? FOI O POVO, O ELEITORADO. Portanto, dedução óbvia: em uma democracia, a escolha foi feita. Certo, vale expressar o inconformismo dos derrotados. Vale comemorar a vitória da maioria. Vale zelar pelos interesses COLETIVOS. Mas falta um valor fundamental: inteligência para avaliar e entender tudo aquilo que, por inércia e desinteligência, é combatido sem fundamento algum. O que vou acompanhando é algo muito patético – quando faltam argumentos válidos para derrubar um projeto qualquer, ataca-se a pessoa e não o projeto proposto – o famoso “argumentum ad hominem”. Faz lembrar também de antigos comentários sobre alguns políticos 30 anos atrás… “voto nele porque ele faz… rouba, mas faz”. Como se o fato de FAZER concedesse inocência pelo ato de ROUBAR. FAZER É OBRIGAÇÃO DO POLÍTICO. ROUBAR É UM ATO QUE QUALIFICA UM BANDIDO.

Os ispecialistas, senhores da verdade, senhores de TODAS as verdades, usam recursos imbecis para fundamentar a própria imbecilidade. Difícil colocar um país num rumo acertado com pessoas imbecis que criticam não os projetos, mas a figura humana que busca acertar o rumo. Bons projetos caem diante de argumentos tolos. A mudança não pode ser assinada por um presidente. Os imbecis esquecem que, para validar um projeto, existe um conjunto de senadores e deputados que precisam aprovar as propostas. E é bem clara a quantidade de senadores imbecis. Muito clara, também, a quantidade de deputados imbecis.

Todo país tem um conjunto de leis a serem seguidas. A sociedade sempre está submetida ao conjunto das leis. Certo, é válido que indivíduos, numa sociedade, questionem a validade das leis. Mas elas, mesmo questionadas, existem e devem ser seguidas até que sejam revogadas.

Mas nosso país é um circo. E digo isso lembrando, por exemplo, da minha atuação profissional na área de informática. Vi conheci e convivi com pessoas que faziam discursos políticos maravilhosos. Algumas dessas pessoas, devo dizer, eram políticos profissionais. Ou ativistas políticos. Discursos muito bem estruturados e fundamentados. Mas que levavam notebooks e desktops até o meu local de trabalho, para instalar Microsoft Office pirata. Ou um Autocad pirateado. Photoshop então… foram incontáveis os pedidos. Aliás, não posso classificar como pedidos… eram mesmo ORDENS. Quando eu questionava, já chamavam meu chefe (o dono da empresa), e lá ia eu sem opção. E eu ainda levava bronca. Em nosso país, o imbecil e o ispecialista sempre estão certos.

Vejo petistas reclamando e questionando a prisão do semideus Lula. E entendo a gritaria, respeito a gritaria. Mas a determinação do conjunto de leis do meu país permitiu e concedeu a prisão. Aliás, vamos concordar – leis elaboradas por indivíduos imbecis que não são ESPECIALISTAS e podem resultar em atos de injustiça. Mas esses mesmos petistas que conheço e conheci, viam normalidade em usar Microsoft Windows pirata em seus equipamentos pessoais e empresariais. Minha isenção me obriga em afirmar que o mesmo ocorria com os demais partidos também… acredito que em 22 anos trabalhando com informática, tive oportunidade de instalar, seguramente, não mais que 30 sistemas operacionais originais. Nessa questão de pirataria, não importa a ideologia partidária. Numa avaliação geral, NINGUÉM ESCAPA. Nem os monarquistas como eu. Autocad eu fiquei emocionado… instalei dois. Photoshop, nenhum. Jogos, um universo mais complicado, nem comento. No caso de sistemas operacionais específicos para servidores corporativos, melhor nem dizer nada.

Fica um comentário: se uma pessoa já pratica contravenção diária, violando leis, como pode argumentar algo relacionado ás leis em defesa de qualquer evento? Fica esquisito… ficaria assim… “eu uso software pirateado, uso tênis pirateado, mas questiono a validade da prisão do fulano”. Minimamente idiota. Minimamente imbecil. Minimamente escrôto.

Algumas experiências recentes, na questão de política, são hilárias. O uso de argumentos, fundamentados em pesquisas superficiais nas buscas pela internet. Nas últimas eleições veio á tona as fakenews… algo que, desde a internet primordial, sempre existiu. No surgimento, eram os HOAX… boatos. Mas nos últimos anos, após a eleição de Donald Trump, isso ganhou espaço na mídia. Com as eleições aqui no Brasil, o assunto ferveu. Brasileiro, com a síndrome de inferioridade, já arrumou um jeitinho de causar e se equiparar ao Império Maligno na América do norte. Chato é o fato: sempre existiu, mas nunca incomodou ninguém. Exemplos: Coca Cola dissolve os ossos em nosso corpo, refrigerante com Menthos mata adolescente em colégio de São Paulo, arquivo oculto no Windows é vírus (vírus do ursinho – ganhei muita grana consertando essa cagada), tomar vacina mata. Fica fácil de perceber que, mesmo os ispecialistas sempre tiveram argumentos que fortaleceram os hoax e, agora, as fakenews. O vírus do ursinho eu desisti de explicar, ensinar, informar. Mas não tinha jeito. Os jovens e adolescentes ISPECIALISTAS não acreditavam. Fuçavam, xeretavam e destruíam a instalação do Windows. Bom prá mim (especialista) e prejuízo prá mamãe e pro papai dos ISPECIALISTAS. Detalhe engraçado dos pais dos pequenos ISPECIALISTAS: meu filho entende muito disso de computador, ele é um dos melhores alunos do COLTEC (Colégio Técnico lá da cidade onde morei). Pensem se o moleque fosse o pior aluno – teria ateado fogo no quarteirão.

Eu lembro que em 2002, circulou um hoax fantástico: internet chegando em nossas casas através da água. Sim, isso mesmo. Bastava contratar pela internet ou pelo fornecedor de água da sua cidade. Inclusive com o forte argumento que o computador ficaria livre de vírus, pois eles se “afogariam” na água. Havia um site (WaterNet, hospedado no antigo HPG) que aceitava inscrição para contratar o serviço. Os ispecialistas, claro, se inscreveram nessa modalidade de serviço. A fila era bem grande. Pouco adiantou explicar que era algo impossível. A imbecilidade sempre vence. O brasileiro sempre opta pelo impossível. Houve um momento que eu pensei: FODAM-SE, contratem essa porra e fodam-se. Lado bom, este: meses dando risada dos imbecis que caíram na armadilha e ficaram no prejuízo.

No mundo dos celulares, houve o clássico iPhone 6 que poderia recarregar a bateria usando um microondas. Ou reparar o iPhone de quedas na água mergulhando o aparelho em um saco de arroz. Os ispecialistas em iPhone, vamos concordar, eram e ainda são muito criativos. Eu atendia os ISPECIALISTAS segurando a risada. Eu ria muito quando chegava em casa. No trabalho, eu segurei muita gargalhada.

Eu, por vários motivos, inúmeros motivos mesmo, cansei de tanta imbecilidade, cansei de argumentos ispecializados. E o mecanismo de disparo interior aqui ocorreu quando o prefeito de New York soltou pérolas sobre o nosso presidente. Sim, nosso. Você que está lendo, conforme-se… mesmo você odiando Jair Bolsonaro, ele venceu eleições democráticas e, queira ou não, ele é o presidente do Brasil. Fernando Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer (sim, se vc votou na Dilma, aceitou ele na bagagem)… todos foram eleitos democraticamente. Democracia tem isso, não existem argumentos ISPECIALIZADOS que irão mudar o panorama, certo? Continuando, sobre Di Blasio = em 2016 o New York Post já fazia matéria divulgando os desvios de dinheiro e a insatisfação da população da cidade em relação á ele.

Esse acontecimento com Di Blasio, só mostrou que o brasileiro aplaude sem buscar informação. Brasileiro joga pedra por inércia. Passou na frente, pedrada. Informação, que é o correto, não conta, não vale. Di Blasio está num patamar bem Brasil. Um político que, mesmo em outras terras, atende os anseios dos ispecialistas políticos aqui no Brasil. Link para a reportagem segue abaixo. Talvez seja um político de sucesso, caso viesse prá cá. Pois pelo sucesso do que andou postando nas redes sociais, eleitores ele já garantiu.

https://www.nationalreview.com/2017/09/bill-de-blasio-america-most-irrelevantmayor?fbclid=IwAR2WkB_YeIBj50p36PMzoIpu5JpDyze17TFwc2hDbXScfe8f0TZ11iSuEQY

Ainda, sobre a dupla dinâmica DILMA/TEMER, a choradeira ficou marcada nas minhas lembranças. Votaram na Dilma e ganharam inteiramente grátis o Temer. Não era algo do tipo Kinder Ovo. Não tinha surpresa, gente. Na pré campanha já estava lá a cara e o nome do vice. Ele já tinha um histórico (só consultar o Google naqueles tempos). Eu dei muita risada e zoei muito nas redes sociais. Lembro de publicar um comentário onde eu perguntei quem eles esperavam que assumiria. Seria o Homem de Ferro? Ou talvez um esquimó. O mesmo ocorreu já no impedimento do Collor. Caiu fora o Collor e assumiu o vice. Foi uma chiadeira dos diabos também. Diziam “porra, o Itamar?” Sim, óbvio. Esperavam a nomeação de quem? Do Bussunda? O Itamar fazia parte do pacote eleitoral, porra. Não foi pacote surpresa, cacete. É igual comprar carro zero: o motor vem junto. Não tem como comprar um carro e dois anos depois abrir o capô e ficar indignado e dizendo… puta que pariu, fui enganado… colocaram um motor nesta merda!!!

Hoje é a mesma coisa. E caso o tempo vá motivando a oposição a agitar um impeachment do atual presidente, quem assume? Adivinhem. Eu não sou especialista e não sou ispecialista, mas até onde sei, será um general: Antônio Hamilton Mourão. Sai um capitão e entra um general. Um capitão comanda uma companhia de soldados do exército. Um general comanda o exército. Deu pra entender? Um cara comanda um bairro (capitão), o outro comanda um país (general). Então, gente, é algo desse tipo. Não adianta chorar ou espernear. Não vai ser o Capitão América. Nem o Hulk. Nem a Mulher Maravilha. Não vai ter Kinder Ovo, gente. Eleição é coisa séria e complexa. Fizeram cagada com a eleição do Collor, repetiram a cagada com a Dilma e tudo caminha prá cagar outra vez – tudo na questão de vice presidência. E olha a ironia: eu que não voto por questão ideológica (sou monarquista) acho que procuro me informar mais do que os xiitas radicais que fazem contagem regressiva prá votar… ahahahaha… patético isso. São as pérolas dos ISPECIALISTAS. Entendem tanto de todos os assuntos que conforme vão peidar, cagam nas calças.

A chatice dos ispecialistas é essa. Dar palpite e criar argumentos sem ao menos olhar um pouquinho e procurar informação. Esse exemplo é apenas um em um oceano imenso que podemos explorar. Por certo, a mídia brasileira, composta por muitos ispecialistas, sempre ignora uma boa e segura informação. É MAIS FÁCIL INVENTAR, É MAIS FÁCIL LER RESENHA PRONTA E FALSA DO QUE SER INVESTIGATIVO E CRIAR POR SI ALGO QUE AGREGUE VALOR INFORMATIVO.

Mas fazer o que? Eu mesmo, sem “alma mater” prá constar em currículo, sem formação acadêmica, vez ou outra sou apedrejado – minha opinião não tem validade sem diploma. Mas não posso esconder minha satisfação pessoal quando vejo tantos ispecialistas diplomados (ops… seria dipromados??) fundamentando estêrco para argumentar merda. Tomo como elogio. Abandonei faculdade por perceber que meus professores eram papagaios de defuntos… não possuíam o mínimo conhecimento das atualidades de Filosofia para ensinar Filosofia. Eram ISPECIALISTAS na galera da Escola de Frankfürt – mas faziam cara de espanto quando eu citava Mário Ferreira dos Santos. Ou Vicente Ferreira da Silva. Ainda lembro do susto de alguns quando revelei que eu lia e admirava Xavier Zubiri. Ou o mais engraçado… Vilém Flusser. Flusser foi um caso muito especial, pois encabeçou a lista do susto. Dos ilustres, era o menos ilustre. E dos desconhecidos, o mais desconhecido.

Em uma das primeiras aulas do meu curso, passaram uma lista de livros para serem lidos. A lista foi improvisada na hora e alguns dos livros não tinham o nome dos autores. Um deles era CONVITE À FILOSOFIA. Eu li o nome e já comentei : ”puxa, vai ser complicado, pois alguns meses atrás eu procurei na Estante Virtual e encontrei apenas um, usado… o valor era absurdo, mais de mil reais”. O comentário que ouvi em resposta foi: “imagine, nem precisa comprar, a biblioteca da faculdade tem vários exemplares, mas no site da Estante Virtual dá prá encontrar usado e novo… novo está em torno de trinta reais”. Puxei meu netbook e mostrei… realmente mil reais e um único exemplar disponível. Detalhe… o livro de mil reais era de autoria de Mario Ferreira dos Santos. O livro solicitado, de trinta reais era da ilustre Marilena Chauí. Minha primeira surpresa foi o desconhecimento por parte dos meus ilustres Mestres sobre a obra de Mario Ferreira dos Santos. A segunda surpresa foi ver que o título era IGUAL. Dois livros de filosofia com nomes idênticos. No entanto, 34 anos separam Mario Ferreira dos Santos (1961) e Marilena Chauí (1995). Num país como o nosso, não vejo com bons olhos essa coincidência no título. Parece algo maldoso. E é bom comentar, o conteúdo do Mario Ferreira é bem mais… como dizer… bom, é pura filosofia. Primeiro nível. Primeiro mundo. Mario Ferreira é lido e estudado em boa parte da Europa, os livros dele, por lá, valem o peso em ouro. Já o segundo, não comento. É um livro. Bem moldado nos parâmetros acadêmicos e ispecializados que baniram Flusser da Universidade de São Paulo. E também baniram o outro Ferreira, o Vicente Ferreira da Silva.

Vilém Flusser enfrentou parte do que atualmente enfrenta Olavo de Carvalho. Flusser não era formado em filosofia. É tido, aqui no Brasil (vide Wikipédia) como sendo filósofo checo. No entanto, fora do Brasil (sim, ispecialistas, existe vida fora do Brasil), alguns o consideram como FILÓSOFO BRASILEIRO. Deu aulas de filosofia na Escola Politécnica da USP. Por pressão da Faculdade de Filosofia (USP), foi desligado da Universidade… na época, os professores ispecialistas e ispecializados da Filosofia tupiniquim usaram o argumento…” é autodidata”, não tem DIPROMA. E Flusser voltou para a Europa. Deixou muitos artigos, muitos mesmo. E, principal, a atuação dele na Escola Politécnica, garantiu a formação de grandes profissionais naqueles tempos. Algo bem oposto ao que persiste até hoje… temos grandes engenheiros, claro e óbvio. Mas na questão da filosofia… bom… temos ótimos ispecialistas. Basta garimpar pelo Google e LER. Não vale resenha, certo? É LER MESMO. Mas temos também ótimos filósofos na atualidade. Os ótimos levam pedrada, claro. Os ispecialistas são idolatrados. É nóis, Brasil!!

Aproveitando a citação de Olavo de Carvalho, um perfeito exemplo do “argumentum ad hominem”. O exemplo de diferencial entre argumentação filosófica e falácia. O mesmo vale para três outros nomes que eu respeito muito também. Luiz Felipe Pondé, Mário Sergio Cortella e Leandro Karnal. São quatro pessoas que eu acompanho e leio textos e livros. Chega a ser temerário fazer essa confissão nos tempos atuais. Principalmente por questão de posturas políticas. Nas redes sociais e internet afora, os quatro sempre são apedrejados por extremistas. Pouco importa o conteúdo do que eles publicam. Eu entendo que para tecer qualquer comentário, mesmo uma única palavra contra ou a favor, é sempre necessário conhecer algo além do personagem. Importante é a obra. Importante é o conhecimento que entregam (ainda que contrários aos meus pontos de vista). Mas a vaidade humana, conforme cresce e é inflada pela ISPECIALIZAÇÃO impede que as informações se transformem em conhecimento. Quatro pensadores que deixam bem claro o “argumentum ad hominem”: sem argumento forte e bem estruturado para contra argumentar qualquer proposição emitida por eles, optam por atacar diretamente o homem… o autor… o pensador. Olavo, por exemplo, é sempre lembrado como o astrólogo, o falso filósofo, pois nem diploma tem. Karnal foi apedrejado nas redes sociais por seus seguidores xiitas por “confraternizar com o inimigo”. Pondé também é apedrejado nas redes sociais com as mais loucas justificativas. Com o Cortella o ritual também é o mesmo.

Tempos passados, eu num curso de universitário, comentei com meus professores sobre a arrogância deles diante dos alunos. Uma das pérolas que eu ouvi foi um argumento muito bonitinho: “tenho mestrado e diploma que reforçam meu ponto de vista”. Naquele momento, a questão de diploma, prá mim, virou questão menor. Um retângulo de papel, impresso em papel de qualidade, com escrita bem bonita e carimbos, selos e assinaturas. Prá mim, no meu entendimento, deixaram de ser uma certificação – tornaram-se apenas uma versão atualizada de um cassetete. Na minha juventude quem usava cassetete era a polícia militar e o exército dentro das faculdades e das universidades. Hoje, em pleno século XXI, quem usa cassetetes são eles… os educadores acadêmicos dentro das faculdades e universidades.

Engraçado, no entanto, é um único fato. Juntamente com o diploma, ao final da jornada acadêmica, eu nunca vi entregarem isto: CÉREBRO FUNCIONAL. No fato que ocorreu comigo, pude notar que isso é FATO. Da admiração pelos esforços, passei ao desprêzo total. Entrou burro no curso, vai sair burro com certificado. Algo bem justificado no país da carteirada de autoridade. Em alguns níveis acadêmicos que frequentei, existe também isso… a “diplomada”. Resolvi fácil minha situação: caí fora e ponto final. Discutir com ISPECIALISTAS titulados… não é fácil. Vale comentar a contrapartida disso: vou conhecendo vários outros titulados acadêmicos de qualidade. O que explica algo que minha avó sempre dizia: quem nasceu prá ser merda nunca vai cú.

Palavras finais sobre ISPECIALISTAS. Sabem qual o diferencial básico entre os dois? São estes:

O ISPECIALISTA acha que tudo está uma merda, pois o novo Presidente da República destruiu o país em 5 meses. Mas acredita que o brasileiro, apoiando a oposição e resistindo ás medidas que o novo govêrno apresenta, vai ficar de boas. Pode até passar alguma necessidade, mas no final vai dar tudo certo.

O ESPECIALISTA tem uma certeza: se a oposição continuar a lutar apenas por interesse próprio ao invés de lutar pelo povo, resta ao brasileiro comer merda. O problema maior será este: vai faltar merda.

O ISPECIALISTA acha que forçando um impeachment do Presidente Bolsonaro, o Luciano Huck ou sei lá, o Lula, assumam a presidência.

O ESPECIALISTA tem a certeza de que Antônio Hamilton Mourão, vice presidente, assume o cargo. O especialista sabe que sai um capitão e entra um general.

Moral da história: imbecis ACHAM. Especialistas estudam com profundidade e tem CERTEZA.

…….:::::::::::::::…….

GLOSSÁRIO

Visando facilitar a leitura dos ispecialistas e dos dipromados, segue um glossário visando facilitar a leitura. Caso eu tenha esquecido de incluir algo, só pesquisar no Google ou em algum dicionário online.

ispecialista = viventes que intimamente acreditam ter conhecimento especializado em todas as áreas de conhecimento. Todo e qualquer tema, o ispecialista consegue dominar. Eletricistas, por exemplo, tecendo argumentos detalhados em área jurídica. Geólogos emitindo teses sobre montagem de válvulas de admissão e escape num cabeçote de Ferrari GTO. Terraplanistas que usam antena parabólica para assistir TV e usam celulares discorrendo sobre a planicidade terrestre. ISPECIALISTA é aquela figura que, quando impossibilitada de argumentar contra uma proposição, ataca o autor e não o conteúdo que o autor expôs. É uma criatura que, originalmente, habitava no meio político, mas na atualidade, circula em todos os meios.

imbecil = o mesmo que ispecialista.

especialista = viventes que emitem opiniões e teorias fundamentadas em fatos reais, pesquisando várias fontes, não usa resenhas – eles costumam ler os livros inteiros. Normalmente procuram não viajar na maionese dando palpite sobre assuntos externos ao conhecimento em que se especializaram. Costumam ser chatos na escrita, nas concordâncias verbais. Argumentam sem utilizar o disseminado “argumentum ad hominem” = não combatem o autor de uma proposição, mas sim o conteúdo proposto.

eclético = também conhecido ou auto intitulado como “ecrético”; aquele vivente que todos nós conhecemos, claro… usa camiseta do Jack Daniel’s mas não bebe e fala um monte sobre o hábito de beber. Usa camiseta do Iron Maiden em baile funk, usa camiseta do Black Sabbath em ensaio de escola de samba. A explicação é sempre a mesma… ah, eu sou eclético. Também conhecida em alguns meios como “pessoa sem capacidade de ter opinião própria”.

América Latina = região confusa no planeta Terra. Recomendo tentar entender acessando a Wikipédia. As explicações geográficas e políticas são muito divergentes, beirando mesmo a contradição. Segundo a ONU, na Wikipédia, a América Central (que seria latina) não existe. Existe também, na Wikipédia, uma definição por idioma, o que torna tudo mais confuso.

Estados Unidos = uma república constitucional federal; um país formado pela união de estados constitucionalmente. Segundo ispecialistas, é a representação demoníaca do mal (e do mau também). Um segmento ativista de ispecialistas combate essa entidade maligna argumentando que o capitalismo é uma merda. Na linguagem técnica dos ispecialistas de plantão, é o Império Capitalista. Ainda que não seja um império. Curiosamente, embora façam críticas, adoram passar férias naquele território e fazem uso, a todo o momento, de produtos e invenções originárias daquela fonte maligna. Tentei entender isso, mas desisti, pois não tenho especialização nessa área.

merda – dejeto, excremento. Pode ser produzido por espécies vivas que possuam sistema digestivo e que habitam nosso planeta. Também conhecido e referenciado como “cocô”. Muito utilizado para expressar desagrado em relação á algo ou alguém. Por exemplo: “minha internet é uma merda”, “fulano é um merda”, “fiz prova hoje e só escrevi merda”. Pode, também, indicar o conteúdo da cabeça de ispecialistas. Pode, ainda, dar sentido á expressão “pessoas que falam merda”.

Orkut – rede social que alguns usavam antes do Facebook. Pode ser utilizado como referência de idade: “nossa, você é dos tempos do Orkut”.

Facebook – Orkut moderno, com mais recursos. Na base, é a mesma merda que o Orkut, só que mais bonitinho e com mais recursos agregados: Messenger e Instagram, por exemplo. Nas mídias sociais, é um ponto de encontro para ispecialistas.

hoax = versão antiga de fakenews. Anterior ao surgimento dos ispecialistas. Nasceu na web como brincadeira e diversão, pois eram postagens tão malucas que óbviamente não eram realidades. Mas com o emburrecimento dos viventes, aconteceu o impossível: as pessoas mentalmente prejudicadas acreditavam no que liam, sem pesquisar. A comédia, naquele momento, virou tragédia.

fakenews = versão moderna de hoax. Palavra da vez na linguagem dos antenados moderninhos. Utilizada até os limites da chatice pelos ispecialistas. Faz parte do glossário das redes sociais, no mesmo nível de “top” e “coaching”. Criar fakenews é, atualmente, um mercado de trabalho bastante promissor. Principalmente quando o objetivo é gerar ódio nas redes sociais.

www.pensador.com = fonte de pesquisas preferencial dos ispecialistas. Ao ler meia dúzia de frases, um ispecialista consegue dominar toda a obra de algum pensador, filósofo, escritor, político, poeta. Obra suprema do conhecimento humano, aos olhos dos ispecialistas.

…::::::…

Internet – do surgimento no Brasil até os dias atuais (um resumo bonitinho).

1988 – Redes Acadêmicas (FAPESP / UFRJ / Laboratório Nacional de Computação Científica)
1989 — Delegação do Código de País de Domínio de topo (ccTLD) .br ao Brasil. Dois anos depois já estava disseminada por vários órgãos públicos;
1992 – Implantação de uma central da RNP.
1993 — A BBS Canal Vip, criada em 1986 é o primeiro sistema do Brasil a oferecer uma conta de email gratuita, a qualquer pessoa.
1994 – Surgem os HOAX (falsos boatos) na rede. Hoax, quando baseados em notícias, ganham a denominação de FAKENEWS.
1995 — Criação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br); site do Jornal do Brasil; primeiros portais do Brasil: ZAZ e UOL; primeira transmissão de dados por São Paulo e Rio Grande do Sul; primeiros sites de músicas. Primeiro domínio .com do Brasil. Empresas passam a registrar domínios no Brasil.
1996 — Primeiro backbone próprio no Brasil. Oficialmente a Rede Acadêmica fica disponível comercialmente de forma aberta; primeira Internet Relay Chat brasileira.
1997 — Brasil atinge 1,8 milhões de usuários; surge o Zipmail, serviço de e-mail gratuito
2000 — iG e da Globo.com entram na internet; primeiras conexões de banda larga.
2003 — América Latina e Estados Unidos se interligam para tráfego na rede.
2004 — Orkut; Vivo 3G; surgem os primeiros ispecialistas no Brasil; surgem os primeiros ecléticos musicais: entendem e gostam de tudo no universo musical ao mesmo tempo… entendem de música clássica, reggae, ska, rock, pagode e samba. Dominam o aggrotech, o EBM, o Industrial, o pós punk e o punk rock. E muito mais. Inclusive todas as variações e subvariações possíveis em musicalidade folclórica hindu e tailandesa.
2011 — Netflix no Brasil. Ministro Gilberto Gil, PT, (ispecialista em várias áreas de conhecimento), luta pelo controle de conteúdo na internet. O projeto apresentado era visivelmente algo conhecido como CENSURA. Mas os ispecialistas do PT, óbviamente, arrumaram um nome bonitinho prá disfarçar: Marco Civil.
2012 — Facebook ultrapassa o Orkut.
2013 — Mobilizações políticas em redes sociais dão início às Jornadas de Junho, primeira grande mobilização popular brasileira no século XXI. Neste ano, ficou claro que tudo ia dar em merda. E DEU.
2014 — PT e seus ispecialistas fazem entrar em vigor o Marco Civil da Internet. Ou seja, oficializada a censura dentro de uma rede que nasceu LIVRE. O controle é defendido por grandes ISPECIALISTAS da área. Fica fácil perceber que, após 2014, a internet no Brasil ficou uma MERDA. Internet atinge mais de 50% dos domicílios no Brasil.
2016 — Os ISPECIALISTAS brasileiros descobrem que existe algo chamado FAKENEWS. Algo que o mundo já conhecia desde 1994.
FONTE DOS DADOS ACIMA: pesquisas no Google e Wikipédia. Os comentários irônicos e idiotas são de minha autoria.

Observações:
1Não sou acadêmico e, graças aos deuses, não sou ispecialista. Não tenho foto prá mostrar as coisas anteriores á invenção dos smartphones, então… fica a critério dos leitores acreditar ou não. Hoje em dia ta difícil, eu sei.

1aBoa parte das horas dos meus dias louvo aos deuses por não ser acadêmico. Dá muita vergonha ler e ter contato com certas postagens criadas e assinadas por tanta gente diplomada, “dipromada”, especializada e ispecializada.

2O conteúdo em seguida, foi digitado por mim. Sou mecânico e trabalho com informática. Sem diplomas. Sem “dipromas” também.

*******************************************