Falta álcool em gel. Aliás, faltam muitas coisas.

Pois é… bastou a recomendação do uso do gel alcoólico para que o mesmo evaporasse no país. Sumiu por alguns dias. Para reaparecer com o preço nas alturas.

Nada de novo. Faz parte das nossas vidas. Chego a concordar com alguns teóricos da conspiração, onde comentam que essa pandemia que atravessamos seja algo do tipo “golpe publicitário” (sim, eu ouvi isso).

Aos meus olhos (e sentidos), no entanto, fico surprêso mesmo com as recomendações de “especialistas” em âmbito geral que desfilam diariamente pela mídia – especialmente na TV. Exemplos:

  • lavar as mãos várias vezes ao dia
  • evitar tocar nas pessoas
  • manter certo distanciamento das pessoas em locais públicos
  • manter locais de convivência limpos

A lista é grande e não vou ficar transcrevendo todas, mas essas quatro acima já resumem algo do tipo inutilidade.

Das primeiras coisas que aprendi, ainda em casa e com 4 anos (que eu me lembre), lavar as mãos foi uma das primeiras proezas que consegui fazer sózinho. Não foi preciso pandemia e muito menos uma recomendação de “especialistas” para que isso me fosse ensinado. No meu caso, a “especialista” era minha mãe juntamente com minha avó materna.

Evitar tocar nas pessoas já é algo mais complexo. Eu mesmo sempre tive certo receio de tocar nas pessoas, considero algo invasivo – até mesmo estender a mão prá todo mundo que se aproxime de mim. Fato é que, essa mania besta de tratar o brasileiro como um povo amistoso, na realidade só reflete mesmo é a falta de educação individual do brasileiro médio. Ausência de educação que impele a agarrar mão, dar abraço e distribuir beijos o tempo todo. 

Distanciamento de pessoas em locais públicos também é algo bem interessante. Somos o povo das filas. Filas prá bancos, balcões de informação, lotéricas, postos de saúde, hospitais, repartições públicas estaduais, federais, municipais. Filas em bilheterias dos metrôs e dos trens. Filas nas catracas diversas… sejam quais forem. Filas em padarias. Filas, talvez, até mesmo para entrar em filas. E haja contato nas filas… e, nessas filas, a descoberta diária de que nossos vizinhos de fila não tem um odor muito agradável. Sovaqueira braba mesmo.

Manter locais de convivência limpos. Diante da exibição televisiva de lixo boiando em enchentes, inundações e enxurradas durante dias chuvosos, essa seja, com certeza, uma recomendação desnecessária.

A constatação chega até meus ouvidos de maneira bem simples = não seja porco e tente ser civilizado.

Civilidade, cidadania, limpeza e cuidados com si mesmo e com seu grupo de convívio social = essa é a verdadeira “falta” que resulta em disseminação de vírus pandêmicos. E, pior, resulta nessa sociedade burra que agora entra em pânico esvaziando prateleiras de supermercados e gerando caos com papel higiênico.

Falta inteligência individual. Sobra burrice midiática e social. A verdadeira pandemia é de estupidez.