“… foi tanta força que eu fiz por nada…”

Eu lembro que quando ouvi, chapei.

Motivos eu tinha. Foram anos fazendo força, traçando um rumo (em parceria). E… NADA.

Pouco me importam os motivos do Leoni ao compôr. Os motivos, afinal, eram os dele mesmo. Eu tinha os meus. Eu fico no meu canto, quieto. E apenas admirando a perfeição expressada nessa letra. Ele no momento dele enquanto compunha e escrevia essa música & letra. E eu, no meu momento de então… apenas ouvindo e admirando nele o que, em mim, não existia: talento.

Foi tanta força prá transmitir “algo”. Muita força. Ao final, o resultado: porra nenhuma.

Dias atrás, acidentalmente, eu ouvi novamente Doublê de Corpo. Vamos concordar… nada de sobrenatural… apenas uma música simples no conjunto. E, nessa simplicidade, uma eficiência impossível de ser explicada. E, no meu parecer (que pouco importa), manda o recado, se expressa por si. E tem uma certa… digamos… magia… sim, magia mesmo: diz aos que sentem e entendem no momento onde acontece e faz sentido. Feito eu.

Ouvi e notei, pasmado, que fiz força em boa parte da vida. Aliás, fiz força prá caralho mesmo. Muita força. E ao final, o prêmio: PORRA NENHUMA. Enquanto escrevo, já lembro de outro figura, o Cazuza. “Sem pódio de chegada nem beijo de namorada”. E concordo… sou mais um cara. Apenas mais um cara. Um cara.

O Leoni, certamente, disse de um momento dele quando escreveu. Prá mim mesmo, o toque surgiu apenas em poucas frases ou menos que isso. Mas… abençoada inspiração… lance de foder mesmo.

Só deixando bem claro prá moçada cheia de xiliques, que meu referencial aqui é focado nos anos de 1980 e nada mais. Então, putada, parem de tentar se encaixar nessa porra de texto. O papo aqui é de VELHOS. Moçada, por gentileza = VAZEM. Guardem quaisquer comentários prá vcs mesmos.

Parte boa, esta: não, não fiz por nada não. O tempo passa numa velocidade absurda, infelizmente. E percebo que todo esforço que fiz, frutificou. E frutificou bonito. Noto que várias letras, de músicas bobas e aparentemente sem sentido, vão se mostrando como realidade.

Tá bonito.

E sim… “vou dublar seu corpo, te proteger, te poupar das dores, te devolver o amor em dobro… não se ama, amor, em vão”.

Todo o resto, é silêncio. Silêncios que se impuseram desde 30 anos passados. O novo não seduz.

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