Manutenção do meu sistema operacional

Recebi um email onde foi feito um comentário que considerei muito bonito. Lance simples, mas bonitinho.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui sem nem ao menos pedir permissão. Sei lá, capaz do autor do comentário proibir. Melhor já ir comentando.

“… 12 meses é um tempo extraordinário. É uma quantidade de tempo que permite a perda dos sonhos, dos projetos das conquistas, mas do outro lado permite que ao findar este período a esperança possa ser renovada.”

Li detidamente essas linhas. E fiquei meio pasmado por perceber o quanto isso me envolve. Principalmente quando faço aquele backup esporádico buscando preservar as informações que valem a pena.

Fui percebendo, dolorosamente, quanta informação inútil eu consegui colecionar nestes últimos anos. Putz, que sinistro isso. Devidamente preparado, vamos em frente, procedendo uma deleção desses backups que tomam espaço em meu labirinto neuro-psico-sei-lá-o-que. Apagando e “zerofilando” tudo prá criar partições novas. Preferencialmente exFAT dinâmicas. Mais classudo, seguro, operacional e prático.

Sacudo mesmo eu fiquei – e não foi pouco – em perceber que burramente perdi tempo com isso de armazenar inutilidades. Sacudo em perceber que, se por um lado houve um cuidado meu em preservar sonhos, projetos, conquistas… existiu irresponsabilidade por parte de outros usuários nesses mesmos projetos, sonhos e conquistas. Tipo inclusão digital ao fim de tudo. Usuário analfabeto funcional.

Louco, insano e perigosamente doentio.

Então, só prá constar, deletados os backups relativos aos seguintes períodos: 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013. Deletado também a restauração de arquivos de 2009 e aplicadas em 2014 e janeiro de 2015.

– usuárias deletadas no sistema: 04 (quatro).

– usuárias atualmente online: 01 (uma).

– sistema rodando normal em ambiente multitask, 64 bits.

– backups ativos em armazenagem cloud com redundância.